quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Quase...


Uma música. E de repente, seu coração acalmou. Havia a música. E havia sua própria alma. Sua própria busca. Seus próprios elos com o Universo. Os elos que não podem ser roubados. E ainda haviam todos os vestidos floridos para os dias de sol de verão. E havia o sol. Imenso e disponível para ela também. Não podiam roubar-lhe a luz do sol. Nem os suspiros que a grande lua desperta. Nem as estrelas que se movem e sussurram: _ ei, relaxa, tudo está no seu devido lugar. Havia a cama macia de todos os dias. E o sono gostoso, mesmo com visitas de pesadelos. Havia a meia noite. Todo dia. E a magia dessa hora que era dela. Não dele. Era dela e de quem adentrasse a porta. Que era dela. Havia a praia e suas águas quentes esperando por ela. Por todos, mas por ela também. E haviam ainda sorrisos. Os dela. Os do seu Joaquim da padaria. Os do mocinho de camiseta vermelha do restaurante. Das meninas amigas irmãs. Dos chegados de todo dia. Do menino bo_ bo, que ainda vem aqui e com isso, e mesmo sem saber os seus porquês, faz o meu coração sorrir. E tem o coração. O respirar. O entardecer. O amanhecer. Meu Deus!...tem tantas coisas lindas e eu aqui, me lamentando por causa de uma brincadeira de mau gosto?!..._ Tô fora, perdão, Vida!, mas acordei a tempo, voltei á tona, e disposta de novo. E quantas vezes for preciso. Agora e sempre, Amém!

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