
Lá pelas cinco da tarde de domingo - horário que normalmente eles gostavam de deitar na rede da varanda ou costumavam ir ao cinema - ela se sentiu sufocada numa saudade que doía como leve picadas de agulha pelo seu corpo inteiro. Ela se sentia trêmula salivando os beijos dele e mordia os lábios pra não chorar. Ela nunca imaginou que dessa vez a saudade fosse causar tantos estragos. A verdade é que ela não aguentava mais a consciência de sua fraqueza diante desse amor. Deitada encolhida no sofá da sala, ela pensava a cada agulhada de dor: 'será que morrer de amor é apenas uma licença poética?'
E buscando qualquer forma de cessar essa dor ela resolveu colocar um disco que não lembrasse ele, então quem sabe a dor diminuísse. Ela colocou um disco que ganhou de seus pais. - Os Doces Bárbaros - e com um gosto salgado de lágrimas na boca, ela fechou os olhos e dançou. E assim sua tristeza transbordou em música até a noite chegar... dançar era algo que a deixava feliz.
Ela preferia dançar, pois era orgulhosa demais pra telefonar e dizer pra ele que se arrependeu. O que ela não sabia é que ele também estava no limite insuportável da dor. Durante todos aqueles dias sem ela ele só sentia na boca o gosto de cerveja e café. E ele não permitia a si mesmo mais um amanhã sem sua menina dos olhos. Então tirou de si o orgulho, respirou fundo, e abraçado pela saudade foi atrás dela. Ele ainda tinha as chaves do apartamento, e quando chegou sentiu um frio no estômago, um medo incompreensível de ser enxotado porta a fora por ela. Quando abriu lentamente a porta, e a viu girando e cantando como se estivesse feliz em estar sem o abrigo dos braços dele, ele quis chorar de raiva por ter acreditado que eles aindam podiam ser dois, só que antes que ele fosse embora ela sentiu a brisa entrando pela porta, e foi quando ela percebeu uma presença e intorrompeu a dança, e como era de se esperar, quando eles se viram seus olhares se fitaram e mal puderam se conter. Choraram por fora, e sorriram por dentro. Eles tinham um imã inserido no coração, e ainda sem sair do lugar ambos pensaram no quanto se subestimaram achando que podiam viver longe um do outro.
Eles se aproximaram e sem dizer nada, se abraçaram numa tentativa de não se desatrelarem nunca mais. eles se tocaram numa harmonia perfeita e se beijaram com uma força como se disessem: 'não vamos mais desistir'. O tesão efervecia a cada beijo e com a pressa de quem ama, num movimento louco de mãos e pernas, se jogaram no chão da sala. Seus corpos suavam entre beijos sem respiração. Ele tirou o vestido dela como se fosse uma criança desembrulhando um presente, e beijou-a centimetro por centimetro. Beijou os sinais espalhados estrategicamente pelo corpo dela, beijou vértebra por vértebra, pernas, barriga, até chegar nos seios, que ele adorava porque cabiam perfeitamente em suas mãos. À medida que ele a beijava ela respondia com vibrações em cada polegada de sua pele. Ela inteira ressoava por dentro e se contorcia por fora de tesão por ele. Ele respirava tão ofegante e seu coração batia tão acelerado que se ela tomasse seu pulso ela sentiria o sangue circulando nas veias. Eles sucumbiram as todas as perverssões dos amantes, e fizeram amor como nunca tinham feito antes. Eles renasceram ali com uma intensidade e felicidade que nem eles conheciam e se lançaram novamente na loucura de um amor descomedido.
Então ele, depois do gozo, beijou cada pálpebra dos olhos dela e disse:- 'eu sempre vou te amar'. ela indagou ainda com os olhos fechados "dessa vez é pra sempre?" e ele respondeu com um sorriso amável "nunca deixou de ser" e se acomodaram um nos braços do outro.
E com um sorriso de rendição no rosto, depois de um beijo breve e carinhoso, se abraçaram forte e logo em seguida dormiram com aquela sensação gostosa de ter encontrado o caminho de volta pra casa.
'Cause you are by far my favorite and I've been thinking it's about time that you knew . That you are by far my favorite and I hope that I'm by far your favorite too.'
- Sophie Madeleine
Ai,ai...
E buscando qualquer forma de cessar essa dor ela resolveu colocar um disco que não lembrasse ele, então quem sabe a dor diminuísse. Ela colocou um disco que ganhou de seus pais. - Os Doces Bárbaros - e com um gosto salgado de lágrimas na boca, ela fechou os olhos e dançou. E assim sua tristeza transbordou em música até a noite chegar... dançar era algo que a deixava feliz.
Ela preferia dançar, pois era orgulhosa demais pra telefonar e dizer pra ele que se arrependeu. O que ela não sabia é que ele também estava no limite insuportável da dor. Durante todos aqueles dias sem ela ele só sentia na boca o gosto de cerveja e café. E ele não permitia a si mesmo mais um amanhã sem sua menina dos olhos. Então tirou de si o orgulho, respirou fundo, e abraçado pela saudade foi atrás dela. Ele ainda tinha as chaves do apartamento, e quando chegou sentiu um frio no estômago, um medo incompreensível de ser enxotado porta a fora por ela. Quando abriu lentamente a porta, e a viu girando e cantando como se estivesse feliz em estar sem o abrigo dos braços dele, ele quis chorar de raiva por ter acreditado que eles aindam podiam ser dois, só que antes que ele fosse embora ela sentiu a brisa entrando pela porta, e foi quando ela percebeu uma presença e intorrompeu a dança, e como era de se esperar, quando eles se viram seus olhares se fitaram e mal puderam se conter. Choraram por fora, e sorriram por dentro. Eles tinham um imã inserido no coração, e ainda sem sair do lugar ambos pensaram no quanto se subestimaram achando que podiam viver longe um do outro.
Eles se aproximaram e sem dizer nada, se abraçaram numa tentativa de não se desatrelarem nunca mais. eles se tocaram numa harmonia perfeita e se beijaram com uma força como se disessem: 'não vamos mais desistir'. O tesão efervecia a cada beijo e com a pressa de quem ama, num movimento louco de mãos e pernas, se jogaram no chão da sala. Seus corpos suavam entre beijos sem respiração. Ele tirou o vestido dela como se fosse uma criança desembrulhando um presente, e beijou-a centimetro por centimetro. Beijou os sinais espalhados estrategicamente pelo corpo dela, beijou vértebra por vértebra, pernas, barriga, até chegar nos seios, que ele adorava porque cabiam perfeitamente em suas mãos. À medida que ele a beijava ela respondia com vibrações em cada polegada de sua pele. Ela inteira ressoava por dentro e se contorcia por fora de tesão por ele. Ele respirava tão ofegante e seu coração batia tão acelerado que se ela tomasse seu pulso ela sentiria o sangue circulando nas veias. Eles sucumbiram as todas as perverssões dos amantes, e fizeram amor como nunca tinham feito antes. Eles renasceram ali com uma intensidade e felicidade que nem eles conheciam e se lançaram novamente na loucura de um amor descomedido.
Então ele, depois do gozo, beijou cada pálpebra dos olhos dela e disse:- 'eu sempre vou te amar'. ela indagou ainda com os olhos fechados "dessa vez é pra sempre?" e ele respondeu com um sorriso amável "nunca deixou de ser" e se acomodaram um nos braços do outro.
E com um sorriso de rendição no rosto, depois de um beijo breve e carinhoso, se abraçaram forte e logo em seguida dormiram com aquela sensação gostosa de ter encontrado o caminho de volta pra casa.
'Cause you are by far my favorite and I've been thinking it's about time that you knew . That you are by far my favorite and I hope that I'm by far your favorite too.'- Sophie Madeleine
Ai,ai...
Um comentário:
Lindo, lindo, lindo!
:)
Postar um comentário