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segunda-feira, 1 de março de 2010
Sobre dois olhos verdes, dois olhos castanhos e o amor
Ela deveria saber que moraria para sempre dentro do peito dele.
Não que ela fosse distraída, mas a mocinha morena quando acordava (ao lado dele - eles moravam em casas separadas ainda, mas tinham que resolver aquela situação), depois de uma demorada "espreguiçada", olhava bem fundo dos verdes olhos dele e dizia a mesma frase:
- Não me abandona.
Ele com o sorriso habitual que tinha nos lábios (notem bem, sorriso habitual, desde que a conheceu) respondia prontamente:
- Nunca.
O mundo agora era inexplicavelmente belo.
E não digo isso fazendo com que vocês acreditem que todas as manhãs serão alaranjadas, decoradas com flores, com um sol alto e morno no final do dia que faça derreter os corações gelados.
Entendam de uma vez por todas.
As coisas que são monótonas continuarão monótonas, aquela gente chata sempre será desgastante, quem imita suas falas repetirá de cor (de trás para frente e de frente para trás) os sentimentos (seus) que nunca viveu, o cacetinho irá aumentar de preço, as borboletas irão embora no final da primavera, poderão usar os nomes dos seus filhos, poderão inventar um mascote parecido com o seu. Mas o amor, senhores, esse permanecerá apenas em ti.
E será por ele que acreditaremos que a beleza logo preencherá os lugares todos.
Então, voltando aos dois...
Ela lhe entrega um selinho nos lábios depois da resposta (ou ainda daquela pequenina declaração).
São sete horas da manhã, estão com muito sono, é preciso estudar, trabalhar, pensar no futuro...muitas obrigações.
Sorriem.
Sorriem.
E sorriem.
Já sabem (desde que se viram pela primeira vez) que será para sempre.
PS: O meu amor por ti mudou sim. Ele vem inundando cada vez mais meus poros antes tristes.
PS: A moça morena e o menino engraçado foram feitos um para o outro.
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