quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Saudade da infância...



Uma saudade de quando era criança, daquela sensação boa que antecedia às férias (só quando se passava direto,rsrsrs), saudade da família toda reunida na casa da vó , as tias e a mãe ajudando na cozinha, a vó fazendo bolacha pintada natalina, a gente correndo em volta da casa brincando/brigando com os primos, e realmente bastava sol lá fora e tudo se resolvia.
Lembro das vezes que a minha mãe ia pra cozinha e eu ficava em volta dela querendo ajudar, na época que batedeira era coisa de luxo, ela me deixava mexer a massa do bolo, e eu mais comia a massa crua do que mexia, adorava, era uma farra! O que eu mais gostava era de decorar as bolachas pintadas, humm, quase dá pra sentir o cheirinho de bolacha assando...
Saudade da noite de natal, quando a familia toda se reunia na sala com a árvore iluminada, a mesa repleta de delícias, o indispensável peru,rsrsrs, e a gente ansioso esperando o papai noel, que todo ano não faltava. Os pais elegiam o felizardo do ano (normalmente o tio mais barrigudo) e vestiam ele escondido no quarto, e o pobre ficava lá até dar meia noite, para então aparecer na porta da casa com seu saco cheio de presentes.
E as crianças maiorzinhas, fingiam que não viram o papai noel sair do quarto, e naquela noite acreditavam que ele existia.


Hoje, as crianças que esperavam o papai noel ansiosas cresceram, já não aguardam mais as férias porque já não estudam mais, trabalham!
Mudaram de endereço e a casa da vó ficou looonge, e a passagem é cara, e não se sabe mais se poderá pegar férias no natal.
As famílias andam ocupadas demais com seus trabalhos e com a conta do banco que nem se deram conta de que já estamos na metade de dezembro e a árvore ainda nem foi montada na sala.
Os dias passam rápido demais mesmo, e pra não passar em branco, compramos o famoso peru, alguma lembrancinha pros mais chegados se der tempo e sobrar dinheiro.
E as bolachas, aquelas coloridas, com a mãe na cozinha e eu ajudando, são compradas no mercado mais próximo mesmo.






Infelizmente, o tempo não pára, e não volta . . .





Um comentário:

Priscila Rôde disse...

Que bom,
eu não queria que ele voltasse!

Um beijo.